AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Força Aérea mais poderosa do mundo chega aos 75 anos com foco na renovação

F-86, P-51, F-16 e F-22 no "Heritage Flight" da USAF. Os dois caças "modernos" também estão prestes a entrarem para a história. Foto: J.M. Eddins Jr

A United States Air Force (USAF) completa hoje 75 anos desde a sua criação, em 18 de setembro de 1947, quando finalmente passou a ser reconhecida como uma força armada independente. Com equipamentos de primeira linha e militares vitoriosos na Segunda Guerra Mundial, surgia ali a mais poderosa força aérea do mundo, que hoje tem um planejamento para se manter com esse status.

Em meio a novas tensões globais, a USAF solicitou ao Congresso norte-americano um orçamento de 194 bilhões de dólares para 2023, 20,2 bilhões a mais que o de 2022. Esses recursos vão servir para que a frota possa cada vez mais deixar de lado projetos dos tempos da guerra fria, como o F-16, e se focar em tecnologias do Século XXI.

O plano é audaz. Prevê um corte de 201 aeronaves, incluindo 33 caças F-22, de dezenas de E-3 AWACS e E-8 J-Stars e A-10, enquanto o orçamento vai se focar no desenvolvimento e aquisição de modelos novos, como F-35, B-21, KC-46 e helicópteros MH-139, além do caça de sexta geração Next-Generation Air Dominance (NGAD). O orçamento também inclui os investimentos da United States Space Force (USSF).

Uma situação curiosa é a do F-15: enquanto as versões antigas F-15 C/D já começaram a se despedir dos esquadrões da USAF, o F-15 EX Eagle II vem ganhando mais espaço nos planos futuros, com 24 aquisições em 2023, ampliando a frota para 36 unidades. Mais 33 F-35 serão adquiridos, com a expectativa de em 15 anos a United States Air Force contar com 1.763 unidades, o que vai permitir a aposentadoria completa dos F-16.

A USAF também deve gastar meio bilhão de dólares no desenvolvimento do seu primeiro míssil hipersônico, uma demanda considerada urgente, já que a Rússia conta com um modelo em uso operacional e possivelmente testado em combate, na Ucrânia. Também haverá investimento no novo ar-solo JASSM-ER, no antinavio LRASM e nas bombas Joint Direct Attack Munition and Small Diameter Bomb. Por fim, os Estados Unidos também devem investir na modernização de todos os seus sistemas e armamentos destinados a uma eventual guerra nuclear.

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